Arquitetura Sustentável

Anita Bastos, Arquiteta e Urbanista, formada na UFPE em 1994, com experiência profissional em arquitetura residencial, comercial, industrial e em Arquitetura Ecológica e Bioarquitetura, que adquiriu ao longo de sua busca por uma arquitetura mais humanizada e de suas vivências em países da Europa e Ásia.  Através da observação de diversas culturas e tecnologias ancestrais e contemporâneas busca inserir em seus projetos, elementos que proporcionem harmonia e equilíbrio nos ambientes através de:

- Arquitetura saudável com utilização de materiais e espaços que proporcionam bem estar e integração social;

- Tecnologias apropriadas para melhorar a eficiência e economia da obra, proporcionando conforto bioclimático e termoacústico;

- Integração com o entorno através de estética harmônica que preserva o meio ambiente e os recursos naturais valorizando as referências culturais dos moradores;

- Adequação de espaços e traçado urbano que proporcione melhor qualidade de vida aos moradores através de estudos de geobiologia e neutralização de campos eletromagnéticos;

- Manejo econômico e ecológico das águas;

- Tratamento inteligente do lixo;

- Utilização de energias renováveis e iluminação inteligente com eficiência energética;

- Paisagismo sustentável e produtivo, valorizando a relação dos habitantes com a natureza propiciando economia local;

- Acessibilidade e valorização de meios de locomoção sustentáveis;

- Planejamento de espaços que propiciem a troca de conhecimentos, despertar de emoções positivas e elevação do nível de consciência do habitantes.

Masterplan e Arquitetura Sustentável

Surgida pelos anos de 1970, a arquitetura sustentável preconiza que uma construção deve alterar minimamente o meio ambiente em que está inserida. Utilizando a maior quantidade possível de elementos de origem natural e garantindo um aproveitamento racional dos recursos necessários para iluminar e ventilar os ambientes; de forma a reduzir os desperdícios nessas áreas. Além disso, a arquitetura sustentável deve preocupar-se com o uso de materiais certificados e que venham de fornecedores legalmente estabelecidos e que professem as mesmas crenças em relação a diminuição dos impactos ambientais e das emissões de gases poluentes. É também freqüente o uso de materiais considerados ecologicamente correto como os reciclados ou os oriundos de projetos sociais. Depois de tudo; ainda há um estudo detalhado de como se portará a construção e de como serão tratados os resíduos gerados por ela; de forma a não afetar (ou reduzir drasticamente esse efeito) no ambiente que circunda o imóvel.

Através desses cuidados, a arquitetura sustentável procura elaborar prédios que sejam cada vez mais eficientes energeticamente. Assim, não é incomum a utilização de materiais alternativos e totalmente diferenciados do que se encontraria numa construção “não sustentável” nas áreas de iluminação e ventilação do prédio. A energia solar ou a eólica, dependendo da localidade em que se encontra a obra, são freqüentemente adotadas como formas limpas e de emissão praticamente zero; podendo assumir parte ou a totalidade da responsabilidade por esses itens.

Um cuidado especial é dado ao posicionamento da casa e a disposição das janelas conforme o deslocamento do sol no horizonte e a direção do vento. O uso de vidros duplos é também um aliado importante para garantir que a casa seja bem iluminada ao longo do dia pela luz do sol sem, no entanto, permitir que o calor se instale. Esse procedimento é responsável por uma economia enorme de energia que seria gasta na iluminação e na refrigeração desses lugares.

Outro item importante para a arquitetura sustentável é a utilização racional da água nos empreendimentos. Uma questão definida como básica, é o aproveitamento da água da chuva para regar plantas e jardins; lavar as áreas externas e ser usada nas descargas sanitárias. Desta forma, a economia de água é absurda e pode chegar até a trinta por cento em relação a uma construção “normal”.

A arquitetura sustentável também tem profunda preocupação com o destino correto dos resíduos gerados na própria obra. Para isso, preconiza que os entulhos oriundos da construção podem ser usados como aterros; na fabricação de tijolos e o restante pode ser reciclado de várias outras formas e aplicado de inúmeras maneiras diferentes. Reduzindo os custos e a necessidade de descarte desses resíduos nos aterros sanitários (ou até pior; de forma errada e perigosa para o meio ambiente).

Seguindo todos os parâmetros e mantendo-se dentro das especificações da arquitetura sustentável, os prédios são avaliados e recebem um selo de acordo com os parâmetros de sustentabilidade adotados na construção. Desta forma, valoriza-se o imóvel e garante-se uma vida plena e menos estressante para toda uma comunidade. Tudo isso, graças à arquitetura sustentável.